Sauditas sobem taxação sobre frangos

Sauditas sobem taxação sobre frangos

Alíquota foi de 5% para 20%, mas não assusta produtores

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Os exportadores brasileiros de carne de frango receberam uma má notícia de seu maior cliente no exterior, a Arábia Saudita na última sexta-feira: o país subiu de 5% para 20% o imposto de importação sobre o produto in natura, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Assim, a alíquota volta ao patamar de 2008, quando fora reduzida. A medida é absolutamente legal, pois o imposto de 20% para o produto é o teto acordado pelos sauditas com a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para o gerente de acesso a mercados da ABPA, José Pimenta, o impacto nas vendas brasileiras será “marginal”, graças à forte presença no mercado local, o tamanho da produção e a grande capacidade que o País tem de fornecer carne halal, preparada de acordo com as tradições muçulmanas.

Um dos expostadores em mparrticular, a BRF, tem como vantagem adicional o fato de poder incrementar a atividade do frigorífico que mantem desde 2014 na vizinha Abu Dhabi. Para produtos processados a alíquota de importação não aumenta.

A Arábia Saudita importa 57% do frango que consome e o Brasil participa com 88% das importações. Mas vem aumentando a produção local. Segundo Pimenta, de 2015 para 2016 essa produção aumentou 3%, e as importações totais caíram 2%. No ano passado, o Brasil vendeu menos ao país árabe: US$ 1,16 bilhão no ano passado, 14,6% abaixo de 2015, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Fonte: Agência de Notícias Brasil-Árabe (ANBA)

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