Pessimismo menor no varejo e serviços

Pessimismo menor no varejo e serviços

Número dos que consideram a crise “muito grave” diminuiu

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Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com varejistas e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil mostra melhora no ânimo. Dos 822 entrevistados, 39,5% consideram a crise econômica muito grave; em abril, eram 60,2% os que viam tal situação. Agora, 47,9% deles acreditam que o segundo semestre será melhor do que o primeiro e 6,8% acreditam que será pior, bem abaixo da marca de 39,5% do primeiro semestre. O temor de que o País não saia da crise em 2016 também caiu em comparação a abril, de 41,1% para 33,5%.

Apenas 20% dos empresários registram crescimento dos negócios; metade confessa estagnação, 12,9% dizem estar em crise e outros 13,1% no vermelho. A grande maioria (87,3%) concorda em que a crise afetou suas empresas. Seja pela diminuição das vendas (70,0% em agosto ante 82,7% em abril) ou por aumento do pagamento de impostos (33,8% ante 51,0%), e a inadimplência dos clientes (31,8% ante 32,8%).

Sobre as medidas tomadas para se manter no mercado, a maioria (38%) apontou a contenção de despesas. Em seguida vem a redução dos preços (17,3%) e a demissão de funcionários (10,1%). O investimento em propaganda e marketing e a mudança de foco no perfil do cliente aumentaram entre abril e agosto de 2016, respectivamente de 4,8% para 7,7% e de 2,3% para 6,1%.

Embora 62,9% dos entrevistados declarem que demitiram funcionários no primeiro semestre, um número maior (84,1%) afasta agora essa possibilidade enquanto 8,6% ainda a consideram.

Na percepção dos empresários, o maior impacto da crise política sobre a economia foi o aumento do desemprego (65,8%), seguido do aumento dos impostos (50,5%), e a redução das vendas (45,7%). A proporção dos que mencionaram esses dois últimos impactos caiu na comparação entre abril, quando eram de 63,6% e 59,2% respectivamente.

Para que o Brasil volte a crescer, as principais atitudes a serem tomadas na opinião dos empresários são a redução dos impostos (42,7%), o combate à corrupção (42,7%) e o controle da inflação (39,1%).

Fonte: SPC Brasil

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