Mercosul se aproxima do Pacífico

Mercosul se aproxima do Pacífico

Nova tentativa de negociação com a países da Aliança

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Reunidos em Buenos Aires, chanceleres dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e da Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia México e Peru) formalizaram acordo na sexta-feira passada, para estreitar as relações entre os dois blocos. As futuras conversações incluirão o fim de barreiras tarifárias que facilitem o comércio entre os países.

Em 2014, dois anos depois da criação da Aliança, houve uma primeira tentativa de aproximação. Essa falhou devido à oposição do Brasil. Na época, se comentou que a então presidente Dilma Rousseff temia que as nações do Pacífico – mais liberais em questões comerciais – passassem a exigir reciprocidade de comportamento do Mercosul.

Atualmente, a Aliança do Pacífico tem se mostrado mais dinâmica e atuante que o Mercosul. Esse, formalmente chamado de Mercado Comum do Sul, foi criado em 1991, objetivando ir além de um tratado comercial e mirando a formação de um bloco econômico regional perfeitamente integrado. Em todos esses anos, muito pouco se avançou nessa direção.

Agora, a prioridade do bloco não está dirigida à vizinhança continental. Depois de anos paradas, foram retomadas as discussões para a assinatura de um acordo com a União Europeia (UE) – uma das respostas desse bloco à política protecionista do presidente dos EUA Donald Trump. No momento, surgiu uma pedra no caminho, igualmente protecionistas: países europeus fortes no agronegócio estão usando a operação Carne Fraca brasileira como mostra de falta de seriedade dos latino-americanos para fazer pressão contra qualquer futuro acordo.

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