Gênero condiciona a diferença salarial

Gênero condiciona a diferença salarial

Mulheres ganham 15,9% menos que os homens em SP

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No mercado de trabalho brasileiro, as mulheres continuam a ser discriminadas no momento de acertar o salário, revelam duas pesquisas do Dieese, uma feita na Região Metropolitana de São Paulo e outra em Brasília. O levantamento paulistano, realizado em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), mostra que o rendimento recebido por elas é 15,9%% inferior aos salários masculinos. Em valores absolutos R$ 1.695 e R$ 2.281 respectivamente.

No Distrito Federal, a diferença é maior, de 20%, descobriu o Dieese, com a Companhia de Planejamento e a Secretaria do Trabalho locais. Houve redução na diferença, mas por um fato negativo: a queda dos rendimentos do trabalho foi mais acentuada para os homens.

Uma terceira pesquisa, essa do Instituto Locomotiva e feita em âmbito nacional, dá conta que a equiparação dos salários das mulheres aos dos homens (sem que os desses fossem diminuídos), significaria a entrada de R$ 461 bilhões na economia brasileira.

Os dados utilizados nos cálculos são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Revelam o salário de um homem branco com curso superior alcança R$ 6.590 e cai para R$ 3.915 para a mulher branca na mesma condição. Já um homem negro com ensino superior ganha, em média, R$ 4.730, contra R$ 2.870 de uma mulher negra também com escolaridade superior. Os valores são reais para o mês de outubro do ano passado, isto é, com desconto da inflação.

Fonte: Agência Brasil

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