Franquias de alimentação crescem 5,5%

Franquias de alimentação crescem 5,5%

O número de lojas das redes aumentou 1,1% ante 2016

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Entre as franquias brasileiras, o faturamento do segmento Alimentação cresceu 5,5% no ano passado em comparação com 2015, revela a 11ª Pesquisa Setorial de Food Service, divulgada ontem pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). No período, o ticket médio (gasto de cada cliente) aumentou 7,9%.

Para o levantamento, a ECD Food Service considerou os resultados de 9.670 unidades de 74 marcas. Esse grupo corresponde a 27,21% dos 272 associados da ABF do ramo e suas lojas representam 41,03% do total de pontos de venda. A receita soma R$ 15,7 bilhões, 45,8% do faturamento de todas as associadas do segmento Alimentação em 2016 (R$ 34,3 bilhões) ou 38,9% de todas as 765 redes de (incluindo não associadas) do País (R$ 40,4 bilhões).

O número de lojas na ativa aumentou 1,1%, para 31.064. Esse crescimento foi baseado na expansão do sistema de franquias. As unidades sob esse regime cresceram 2,9% – de 20.457 para 21.046 – enquanto que as lojas próprias das marcas diminuíram 11,9%, de 2.862 para 2.520.

A pesquisa aponta que a utilização de aplicativos por redes que mantém serviços de delivery é uma tendência consagrada. Das marcas ouvidas, 55,4% já adotam o recurso.

Das que ainda não o têm, 75% afirmam que pretendem adotá-lo. A adesão à novidade é motivada pela mudança de comportamento do consumidor, segundo João Baptista Junior, coordenador do Comitê de Food Service da ABF.

Outra tendência seguida pelo segmento é a crescente oferta de alimentos saudáveis. Das redes pesquisadas, 60,8% incluem no cardápio alimentos light, 52,7% integrais e vegetarianos, e 51,4%, diets.

“A pesquisa demonstra que, de uma maneira geral, os grandes desafios do segmento de Alimentação concentram-se na pressão dos custos de aluguel, mão de obra e, principalmente, na questão tributária”, analisa Enzo Donna, diretor geral da ECD Food Service. “As diferentes alíquotas de impostos entre os estados é um dos exemplos nesse aspecto, que podem dificultar a gestão das operações”, afirma.

Fonte: ABF

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