EUA embarga a carne bovina in natura

EUA embarga a carne bovina in natura

País proíbe as compras do Brasil, que reabrira em 2016

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A Secretaria da Agricultura dos EUA (USDA) anunciou no início da noite de ontem que estão suspensas todas as importações de carne bovina brasileira in natura. Segundo o comunicado, devido a “recorrentes preocupações sobre a segurança dos produtos”. Esse embargo vai durar até que o Ministério da Agricultura brasileiro apresente “ação corretiva que o USDA considere suficiente”.

No comunicado, a secretaria relata que desde março (quando foi divulgada a realização da operação Carne Fraca), toda a carne brasileira que entra no país tem sido inspecionada pelo Serviço de Segurança e Inspeção Alimentar (FSIS) e que 11% dos embarques – 106 lotes – foram recusados, devido a risco à saúde, más condições sanitárias e questões de saúde animal.

A reação do governo brasileiro à notícia foi imediata. Pelas redes sociais, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi anunciou que irá aos EUA para esclarecer o assunto e tentar reverter a suspensão. Disse também que todas as medidas corretivas já estão sendo tomadas. Tais medidas haviam sido anunciadas na última quinta-feira: suspensão das exportações de carnes para os EUA de cinco frigoríficos: três da Marfrig, um da JBS e um da Minerva.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) a medida foi tomada após detecção de reações à vacina contra a febre aftosa, que em alguns casos pode provocar abscessos internos.

A Marfrig e a Minerva emitiram comunicado aos acionistas e ao mercado se defendendo, ambas alegando que a suspensão das importações norte-americanas não se deve a problemas sanitários. Para a primeira, o mercado, reaberto há menos de um ano, “vem passando por ajustes naturais”; para a segunda, o problema decorre de “deficiência na inspeção de algumas unidades brasileiras na detecção de não-conformidades”. A Marfrig informa que os EUA representam 2% do volume exportado e 1% de sua receita líquida total. A Minerva declara que as vendas para lá representaram cerca de 1,5% das exportações no primeiro trimestre desde ano e serão redirecionadas para as unidades localizadas no Uruguai, até que a suspensão seja revertida.

A decisão do USDA é um golpe profundo para os exportadores brasileiros, pois os EUA eram praticamente um novo mercado aberto para o País. Desde 1999 as importações de carne brasileira in natura estavam proibidas lá. Só no dia 1º de agosto do ano passado, o Brasil conseguiu assinar um acordo bilateral, reabrindo as portas daquele mercado.

Fonte: USDA e empresas

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