Centro de poder no DF fecha as portas

Centro de poder no DF fecha as portas

Aos 40 anos, o lendário Piantella encerrou atividades

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Divulgação

Anunciado no mesmo dia da votação do impeachment de Dilma Rousseff, passou quase despercebido para o resto do País um acontecimento marcante para os brasilienses: o fechamento do restaurante Piantella. Encerrou uma história de 40 anos como real centro de decisões da capital da República, onde representantes dos três poderes acertavam as posições que levariam aos gabinetes, plenários ou cortes. “Aqui, governo e oposição sentam-se à mesma mesa”, se orgulhava o restaurante na página de abertura de seu site.

Quem anunciou o fechamento foi o dono da casa, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Advogado criminalista dos mais requisitados, ele celebrizou-se como defensor de políticos e empresários e é um dos mais ativos do lado de acusados na Operação Lava-jato.

Proprietário de metade do Piantella há 17 anos, assumiu controle total em outubro de 2014, ao comprar os 50% do sócio (e fundador) Marco Aurélio Costa.

Fez várias tentativas para salvar o negócio, sufocado por altíssimo endividamento. Em 2011 levou-o ao Programa de Recuperação Fiscal, o Refis, parcelando débitos tributários em 180 meses. Tentou, sem êxito, fazer uma parceria com o premiado chef Alex Atala. Em 2013 fechou o Piantella por dois meses para reforma e o reabriu com o cardápio e preços mais enxutos. No entanto, o problema principal, as dívidas, persistia e só restou o fechamento.

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