Atacarejo estaria perto da saturação

Atacarejo estaria perto da saturação

O alerta é do presidente do Assaí, a bandeira do GPA

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Em entrevista à revista Supermercado Moderno (SM), Belmiro Gomes, presidente do Assaí, bandeira de atacarejo do Grupo Pão de Açúcar (GPA), alerta: devido a uma euforia exagerada, em algumas praças brasileiras o segmento pode estar próximo a um ponto de saturação. Campo Grande, Cuiabá e Brasília são alguns exemplos do fenômeno, segundo ele. O atacarejo, como qualquer formato, já passou das fases de ascensão e maturação. “Nesse ponto, será necessário realizar uma oxigenação, eliminando lojas ineficientes e mantendo as que têm bons resultados”, credita Gomes.

A ascensão do sistema de atacarejo foi meteórica. Segundo o ranking anual da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) o segmento vendeu 11,3% a mais no ano passado em relação a 2015 em termos reais, isto é, depois de descontada a inflação. Um resultado notável ante o dos hipermercados (-7,4%) e na comparação com o desempenho de todo o mercado atacadista, que cresceu 0,6%. No ranking da própria SM, o segmento foi o destaque do negócio supermercadista em 2016. Consolidado como segundo formato do varejo alimentar, cresceu 14,1% reais.
impulsionado principalmente pelas inaugurações: nada menos de 143.

O problema, para Gomes, é que há empresas entrando no formato “sem entender seus fundamentos”. Consultores especializados concordam com ele. Afirmam que muitos varejistas veem na abertura de lojas a saída para aumentar as vendas, de forma a contornar a recessão, mas se esquecem do principal: precisam conhecer bem a operação antes de aderir a ela.

Fonte: Supermercado Moderno

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